Às vezes pensamos em demonstrar algum tipo de carinho ou admiração, mas parece que estamos forçando a barra ou sendo os famosos "puxa sacos", mas tem uma coisa que eu gostaria mesmo de compartilhar.
Ontem tive uma aula de Segurança da Informação com o professor Henrique Paiva, não efetivo, e que ao final do ano terminará seus dois anos conosco.
Ele criou o tópico especial Cine-Defesa, que todos adoramos. São sessões de filmes à tarde, antes das aulas noturnas, com filmes que nos engrandecem muito e que, nunca entenderíamos sozinhos em casa se víssemos com nossas famílias. São conhecimentos de ditaduras na América Latina, de Stress Pós Traumático entre aqueles que foram às guerras, Sociedades Patriarcais e Machistas, Terapia de Choque e muitos outros tópicos interessantes como questionamentos sobre o porquê de estudarmos e preferirmos este caminho.
Ele também criou slides para explicar um pouco do nosso curso. Ele sempre dá uma aula explicativa do mercado de trabalho e apresentação de possibilidades para o nosso futuro, no primeiro dia de aula. Não importa o período, sempre tem mais gente para ainda ver os slides. Ele sempre os passa.
Com isso, ele nos estimula, nos orienta, nos guia. Com um discurso amigo, ele faz com que não nos sintamos perdidos nesse período novo de nossas vidas.
Ele comandou a cerimônia da primeira colação de grau do curso de DGEI este ano e sempre está envolvido conosco de muitas formas.
Ele sabe o nome de cada aluno, suas histórias e nunca se nega a ajudar.
Nós pedimos orientação para nossos TCCs e ele dá o projeto inteiro! Não precisava de tanto, mas ele faz.
Eu pedi para ele abrir uma turma B para que coubesse em meus horários, fiz uma lista de alunos interessados, ele fez! ahuahauhaua
Não tem como não reconhecer um professor que se esforça tanto por nós.
Excelente, estuda a fundo cada disciplina que leciona.
Algo que me chamou atenção na aula de Segurança da Informação ontem, foi o fato de ele voltar à Era do Gelo para começar a explicar, ele também pegou a lei que explica o que é considerado informação, ele explicou a evolução das sociedades até chegar nessa sociedade da informação que temos hoje e como tudo mudou.
Ou seja, ele não repassa o conteúdo dos livros sobre segurança da informação apenas. Ele busca, cerca de todos os lados para que nosso conhecimento seja completo.
De fato, Henrique Paiva nasceu para ser professor e eu diria que nasceu pra DGEI.
Torço muito para que se torne professor efetivo de DGEI ao final do ano.
Tem minha gratidão e reconhecimento.
Ficam as palavras que eu tinha medo de expor por parecer, para muitos, o velho "puxa-saco".
Mas de qualquer forma, não vejo porque não elogiar alguém que ama o que faz.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
O que há de novo, DGEI?
Hoje o curso de Defesa e Gestão Estratégica Internacional formará mais alunos da primeira turma. Será a segunda colação de grau este ano. Devido à reforma de grade ocorrida em 2012, colocando o curso de DGEI com um olhar menos "militarizado" como diziam, e com mais disciplinas que pudessem aumentar ainda mais o leque de um bacharel em Defesa.
Antes, o aluno chegava na metade do curso e podia escolher em que área ele iria querer se especializar, como meio ambiente, saúde e política, hoje, todos os estudantes possuem a mesma formação ao final do curso, com conhecimentos em todas as áreas citadas acima e muito mais.
A colação de grau será às 15:00 no prédio de Letras da UFRJ - Campus do Fundão
Depois, veremos mais detalhes de como foi a cerimônia.
Hoje o curso também receberá Embaixador e ex-Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro Guimarães Neto para a aula inaugural "Estudos de Defesa no Brasil" às 20:00 no auditório C1.
Mais notícias e cobertura dos eventos mais tarde.
Antes, o aluno chegava na metade do curso e podia escolher em que área ele iria querer se especializar, como meio ambiente, saúde e política, hoje, todos os estudantes possuem a mesma formação ao final do curso, com conhecimentos em todas as áreas citadas acima e muito mais.
A colação de grau será às 15:00 no prédio de Letras da UFRJ - Campus do Fundão
Depois, veremos mais detalhes de como foi a cerimônia.
Hoje o curso também receberá Embaixador e ex-Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro Guimarães Neto para a aula inaugural "Estudos de Defesa no Brasil" às 20:00 no auditório C1.
Mais notícias e cobertura dos eventos mais tarde.
domingo, 10 de agosto de 2014
PRAZO PRORROGADO PARA TRABALHOS NA SEMANA DE DEFESA!
Você quer ter um lugar para apresentar aquele trabalho que está preparando há algum tempo?
Apresentar trabalhos é fundamental para seguir com a carreira acadêmica e de pesquisa, conta muito para um futuro mestrado, além de incentivar um aluno tímido a se tornar maior nas suas avaliações pessoais!
Venha com a gente, mande seu trabalho até o dia 23 de agosto para nós!
O PRAZO FOI PRORROGADO!
Você pode ser o vencedor das apresentações e colocar mais uma vitória em seu currículo!
Venha para a SDGEI, dias 29, 30 e 31 de outubro no Auditório A do Centro de Tecnologia - Campus do Fundão - UFRJ
Leiam o edital em:http://media.wix.com/ugd/a36564_c27c01b6f548473baed60c4649375f4f.pdf
Apresentar trabalhos é fundamental para seguir com a carreira acadêmica e de pesquisa, conta muito para um futuro mestrado, além de incentivar um aluno tímido a se tornar maior nas suas avaliações pessoais!
Venha com a gente, mande seu trabalho até o dia 23 de agosto para nós!
O PRAZO FOI PRORROGADO!
Você pode ser o vencedor das apresentações e colocar mais uma vitória em seu currículo!
Venha para a SDGEI, dias 29, 30 e 31 de outubro no Auditório A do Centro de Tecnologia - Campus do Fundão - UFRJ
Leiam o edital em:http://media.wix.com/ugd/a36564_c27c01b6f548473baed60c4649375f4f.pdf
Mais informações em: www.semanadedefesa.com.br ewww.dgeinafederaldorio.blogspot.com.br
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
IV SEMANA DE DEFESA - O evento acadêmico do curso de Defesa e Gestão Estratégica Internacional
Este ano, o curso de Defesa e Gestão Estratégica Internacional estará realizando a quarta edição da Semana de Defesa, um evento acadêmico realizado por alunos do curso, em conjunto com professores, empresas, pesquisadores e profissionais especializados.
O bacharelado em Defesa e Gestão Estratégica Internacional surgiu em 2009 tendo em vista a
necessidade de se criar um profissional de natureza multidisciplinar e também preencher uma
lacuna no que tange a formulação, inovação e gestão de um tema consolidado em muitos outros
países e cada vez mais presente na agenda brasileira...
...Começou no ano de 2011 e em sua 4ª edição se propõe a criar um espaço
aberto e democrático entre a academia, governo, sociedade e empresariado em busca de um aperfeiçoamento do egresso e uma maior ampliação tanto do tema defesa quanto da gestão e
administração eficaz na esfera pública e em empresas nacionais e multinacionais.
A IV Semana de Defesa e Gestão da UFRJ propõe estimular o debate de temas relacionados à
Ciência, Tecnologia e Inovação, na área de Defesa e Gestão Estratégica. O evento assim propicia
tanto o desenvolvimento do saber quanto oportunidades de negócio para os alunos e os demais
interessados.
Este ano o tema será Ciência, Tecnologia e Informação e ocorrerá entre os dias 29 e 31 de outubro no campus do Fundão, Cidade Universitária, Auditório A do Centro de Tecnologia.
Endereço: CT-UFRJ: Av. Athos da Silveira Ramos 149 - CEP: 21941-909
O evento contará com palestras, mini cursos e mesas redondas. Aos que desejarem apresentar trabalhos deverão enviar suas propostas de apresentação para o e-mail semanadedefesa@gmail.com.
Para mais informações, leiam o edital em anexo nesta postagem. Vale ressaltar que no edital consta como prazo até o dia 8 de agosto, mas O PRAZO SERÁ PRORROGADO.
Acessem o edital em: http://media.wix.com/ugd/a36564_c27c01b6f548473baed60c4649375f4f.pdf
As inscrições serão feitas através do site www.semanadedefesa.com.br e terá a taxa de 20,00. O pagamento da taxa dará o direito de assistir a todas as palestras. Aos que desejarem assistir a algum mini-curso, será cobrada uma taxa extra de 10,00 e aos que participarem da simulação, será cobrada uma taxa extra de 15,00.
A grande novidade deste ano é a simulação que os alunos de Defesa (SimDef) prepararam para o evento: Para os que já conhecem simulações como o SIMUN, por exemplo, onde alunos vestem suas delegações e debatem assuntos importantes do cenário internacional, representando seus respectivos países, faremos algo semelhante em Defesa. É uma ótima oportunidade para entrar no mundo de DGEI e saber um pouco mais dos assuntos que são importantes para a nossa área de estudo.
O cenário proposto para a edição de 2014 abarca as questões políticas da Venezuela: será criado um desdobramento das tensões com base em determinadas características da situação atual no país e com o envolvimento direto de outros atores regionais, no âmbito do Conselho de Defesa Sul-americano.
A SimDef visa estimular a produção de conhecimento sobre as questões de defesa e segurança, difundir a cultura de defesa no meio acadêmico, ampliar a capacidade crítica e analítica
dos graduandos em situações de crise, proporcionar o intercâmbio de diferentes áreas do
conhecimento e permitir que os alunos vivenciem uma experiência próxima ao que acontece no
âmbito das Organizações Internacionais. A SimDef se apresenta como a primeira iniciativa de
simulação dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pretendendo fortalecer ainda mais a cultura de estudos na área internacional da universidade.
Para receber o certificado, o ouvinte terá de comparecer nos três dias do evento.
Aguardem novidades!
A Comissão Organizadora da IV Semana de Defesa agradece a atenção de todos!
sexta-feira, 4 de julho de 2014
França x Alemanha
Embarcando nas ondas da copa do mundo de 2014, após assistir o jogo da Alemanha, o único que desperdicei duas horas para ver até este momento, decidi relembrar aqui os motivos que me fizeram assistir a este jogo...
Luís XIV vs Frederico II (ainda Prússia)
Napoleão III vs Otto Von Bismarck
Charles de Gaulle vs Adolf Hitler
.
.
.
Os dois países mantém disputas entre si por séculos.
Há quem diga que os problemas começaram muito antes de os dois países se formarem, como os conflitos entre celtas e germânicos e há quem diga que primeiro, teve de haver a existência desses dois países para que enfim, existissem conflitos.
Não sou ninguém para julgar a questão de celtas e germânicos, visto que nunca estudei o assunto, porém, pela carga de estudos sobre história, tenho de discordar que primeiramente foi necessária a existência desses países para que houvessem conflitos.
Antes de a unificação alemã, o povo germânico já disputava por espaço no mapa europeu. Era um povo, que possuía língua e cultura iguais e que já possuía vontade própria.
Não à toa, Napoleão III buscava sempre apoiar a Áustria contra a Prússia, em um joguinho de falsos apoios à Prússia, desde que favorecessem seu interesse, mas no fundo, ele temia a grandiosidade desse Estado próximo às suas fronteiras.
Na verdade, até o século XVI, a França estava preocupada com o Atlântico e sua maior rival, a Inglaterra, enquanto os Estados alemães se preocupavam com a Itália e os Balcãs. Como os Estados alemães possuíam desavenças internas, a França apenas assistia como mediadora e buscava extrair alguma porção territorial em meio aos conflitos.
Falando em territórios, eis que surge a famosa disputa por Alsácia e Lorena, territórios pequenos situados nas fronteiras entre os Estados alemães e França, mas que possuíam grande importância mineral.
Entre 1618 e 1648 ocorreu o primeiro grande problema entre estes rivais seculares. A chamada guerra dos 30 anos teve como causa inicial as diferenças religiosas entre católicos e protestantes dentro do território alemão, trazendo o restante da Europa para o conflito. A França saiu como vitoriosa e com a Alsácia anexada ao seu território.
No século seguinte, a França conseguiu anexar Lorena e se estabeleceu às margens do rio Reno. Neste momento, a França crescia enquanto a Alemanha tentava se reerguer em cima de calcanhares feridos.
Ao longo do século XVIII, a Prússia se tornava um Estado alemão grande o suficiente para disputar espaço com a Áustria.
Na verdade, a França sempre teve a ver com a formação do Estado alemão.
Durante a guerra de sucessão austríaca, entre 1740 e 1748, a França apoiou a Prússia contra a Áustria. Mais tarde, na guerra dos Sete Anos, entre 1756 e 1763, a mesma França que apoiou Prússia, se juntou contra a mesma, ao lado da Áustria.
A Revolução francesa foi motivo para que Prússia e Áustria se unissem contra a França, derrotando-a na Batalha de Leipzig, em 1813. Cabe salientar que em 1812, Napoleão Bonaparte já havia sido enfraquecido pelo inverno russo, mas claro, ainda assim, uma vitória.
O jogo começou a virar a favor da Alemanha quando, com o Congresso de Viena em 1815, a Prússia ganhou territórios, dobrando praticamente sua população e quando, a França deve de aceitar as condições, voltando ao seu tamanho original, antes das batalhas napoleônicas.
A situação melhorou ainda mais, poucos anos depois, quando o general Otto Von Bismarck, se tornou o chanceler prussiano.
Nascido em meio ao Sistema de Metternich, onde havia na Europa um equilíbrio entre forças prussianas e austríacas, que balanceavam muito bem o chamado Concerto Europeu, um sistema de alianças baseado nos valores conservadores. Mas para Bismarck, que enxergava a Prússia como o maior Estado alemão, isso não era mais suficiente.
Um homem conservador, mas flexível. Isso que o fez um grande homem na história. Ele sabia ajustar a política exterior aos interesses internos germânicos. Habilidoso, soube manter em silêncio suas verdadeiras intenções, a fim de atingir seu objetivo de unificar o território alemão sob comando prussiano.
Além de sua sabedoria, ele contou com o brilhante momento em que a França estava sob liderança de um homem menos sábio que ele: Napoleão III, facilmente provocado pois gostava mais de se exibir para a mídia do que em ter inteligentes atos sob seu comando.
Bismarck não queria que a Prússia dependesse somente da Santa Aliança, mas sim, de muitas alianças que cercassem todas as possibilidades de um fortalecimento prussiano.
Além das suas habilidades, Bismarck teve o apoio das condições externas. A Grã-Bretanha estava preocupada não somente com seu império, mas também, com o equilíbrio geral de poder. A Rússia estava pressionando simultaneamente a Europa Oriental, a Ásia e o Império Otomano. A França tinha em suas mãos um novo império, as ambições na Itália e uma aventura no México e a Áustria se preocupava com Itália e com os Balcãns, e com seu papel dirigente na Confederação Germânica.
Bismarck sabia que a Prússia não era tão vulnerável quanto a Áustria ao expansionismo francês. Quanto mais a Áustria temia Napoleão, mais concessões ela tinha de fazer à Prússia.
Ele sabia que a Realpolitik não podia estar associada à uma ideologia. Daí, sua flexibilidade.
A Realpolitik de Bismarck queria destruir o conservadorismo de Metternich, que impediam uma unificação alemã.
Para Bismarck, a Áustria não era essencial para o equilíbrio europeu, como pensava Metternich.
"A Prússia não se engrandeceu mediante o liberalismo, nem graças à liberdade de pensamento, mas por uma sucessão de regentes poderosos, decididos e sábios que administravam minuciosamente os recursos militares e financeiros do Estado e o mantiveram em suas mãos para desejar-los, com muito valor, na balança da política europeia enquanto se apresentou uma oportunidade favorável." Kissinger.
Bismarck tentou liderar a Alemanha então, com a força, e não com valores universais.
Enfim, diante de toda essa conjuntura externa e de toda a esperteza de Bismarck, a Alemanha de unificou e humilhou a França.
Napoleão III se sentiu muito mal quando a Alemanha não reconheceu um representante francês em seu Estado e então, declarou guerra à Prússia. Mas o que Napoleão III não esperava, era que a Áustria juntaria suas tropas com Prússia em caso de ameaça externa. E assim, a Alemanha se unificara.
Afinal, meus queridos, juntando as forças armadas, falando a mesma língua e tendo a mesma cultura, o que seria isso senão um Estado.
A coroação do Kaiser Guilherme I, da Prússia, se deu na França, na sala dos espelhos do Palácio de Versalhes. Resultado: revanchismo francês.
A vitória alemã na guerra franco-prussiana fez com que a Alemanha recuperasse boa parte de Lorena e toda a Alsácia, além de retirar um bom dinheiro da França para si.
A partir daí, o circo já estava armado para a Primeira Guerra Mundial, com muitos barris de pólvora.
A Alemanha passava a buscar mercados, visto que chegou atrasada na corrida imperialista, causando extremo desconforto aos grandes países já existentes, visto que seu crescimento decolou rapidamente.
Como potência perdedora da primeira guerra, a Alemanha sentiu na pele o revanchismo semelhante ao que a França sentiu ao final da guerra franco-prussiana. O Tratado de Versalhes foi punitivo e não semeou a paz, mas sim, a revolta.
Na Segunda Guerra Mundial, as potências começaram a caminhar para um diálogo, que foi de longa discussão, porém, França só reconheceu a soberania alemã em 1955.
Atualmente, Alemanha e França ainda discordam sobre questões políticas, mas uma nova guerra entre os dois países parece ser algo impossível hoje em dia.
Dentro da cultura de cada povo, ainda deve existir entre os mais idosos um certo receio, mas acredito que não deva ser nada de mais.
Ambos são países essenciais para a história do mundo.
A França, com a Revolução Francesa, lançou sobre o mundo os valores universais da Idade Moderna e a Alemanha... bem... a Alemanha...
"Bismarck edificou tão bem a Alemanha, que esta sobreviveu à derrota em duas guerras mundiais, à duas ocupações estrangeiras e à duas gerações como um país dividido." Kissinger
E eu acrescento que hoje é a terceira maior economia do mundo e líder na União Europeia.
Digamos que é o país com maior capacidade de se reerguer do mundo.
Uma frase que sempre repito, porque é genial, é que "A Alemanha sempre foi grande demais, ou pequena demais para a Europa." Kissinger.
Parabéns à vitória alemã nesta copa e, com toda minha admiração pelos dois países em campo, sinto o calor alemão em mim. Que vença a copa!
O Brasil já ganhou demais. Nosso país precisa melhorar em muitos aspectos antes de se esquecer da política para pensar em futebol.
Luís XIV vs Frederico II (ainda Prússia)
Napoleão III vs Otto Von Bismarck
Charles de Gaulle vs Adolf Hitler
.
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Os dois países mantém disputas entre si por séculos.
Há quem diga que os problemas começaram muito antes de os dois países se formarem, como os conflitos entre celtas e germânicos e há quem diga que primeiro, teve de haver a existência desses dois países para que enfim, existissem conflitos.
Não sou ninguém para julgar a questão de celtas e germânicos, visto que nunca estudei o assunto, porém, pela carga de estudos sobre história, tenho de discordar que primeiramente foi necessária a existência desses países para que houvessem conflitos.
Antes de a unificação alemã, o povo germânico já disputava por espaço no mapa europeu. Era um povo, que possuía língua e cultura iguais e que já possuía vontade própria.
Não à toa, Napoleão III buscava sempre apoiar a Áustria contra a Prússia, em um joguinho de falsos apoios à Prússia, desde que favorecessem seu interesse, mas no fundo, ele temia a grandiosidade desse Estado próximo às suas fronteiras.
Na verdade, até o século XVI, a França estava preocupada com o Atlântico e sua maior rival, a Inglaterra, enquanto os Estados alemães se preocupavam com a Itália e os Balcãs. Como os Estados alemães possuíam desavenças internas, a França apenas assistia como mediadora e buscava extrair alguma porção territorial em meio aos conflitos.
Falando em territórios, eis que surge a famosa disputa por Alsácia e Lorena, territórios pequenos situados nas fronteiras entre os Estados alemães e França, mas que possuíam grande importância mineral.
Entre 1618 e 1648 ocorreu o primeiro grande problema entre estes rivais seculares. A chamada guerra dos 30 anos teve como causa inicial as diferenças religiosas entre católicos e protestantes dentro do território alemão, trazendo o restante da Europa para o conflito. A França saiu como vitoriosa e com a Alsácia anexada ao seu território.
No século seguinte, a França conseguiu anexar Lorena e se estabeleceu às margens do rio Reno. Neste momento, a França crescia enquanto a Alemanha tentava se reerguer em cima de calcanhares feridos.
Ao longo do século XVIII, a Prússia se tornava um Estado alemão grande o suficiente para disputar espaço com a Áustria.
Na verdade, a França sempre teve a ver com a formação do Estado alemão.
Durante a guerra de sucessão austríaca, entre 1740 e 1748, a França apoiou a Prússia contra a Áustria. Mais tarde, na guerra dos Sete Anos, entre 1756 e 1763, a mesma França que apoiou Prússia, se juntou contra a mesma, ao lado da Áustria.
A Revolução francesa foi motivo para que Prússia e Áustria se unissem contra a França, derrotando-a na Batalha de Leipzig, em 1813. Cabe salientar que em 1812, Napoleão Bonaparte já havia sido enfraquecido pelo inverno russo, mas claro, ainda assim, uma vitória.
O jogo começou a virar a favor da Alemanha quando, com o Congresso de Viena em 1815, a Prússia ganhou territórios, dobrando praticamente sua população e quando, a França deve de aceitar as condições, voltando ao seu tamanho original, antes das batalhas napoleônicas.
A situação melhorou ainda mais, poucos anos depois, quando o general Otto Von Bismarck, se tornou o chanceler prussiano.
Nascido em meio ao Sistema de Metternich, onde havia na Europa um equilíbrio entre forças prussianas e austríacas, que balanceavam muito bem o chamado Concerto Europeu, um sistema de alianças baseado nos valores conservadores. Mas para Bismarck, que enxergava a Prússia como o maior Estado alemão, isso não era mais suficiente.
Um homem conservador, mas flexível. Isso que o fez um grande homem na história. Ele sabia ajustar a política exterior aos interesses internos germânicos. Habilidoso, soube manter em silêncio suas verdadeiras intenções, a fim de atingir seu objetivo de unificar o território alemão sob comando prussiano.
Além de sua sabedoria, ele contou com o brilhante momento em que a França estava sob liderança de um homem menos sábio que ele: Napoleão III, facilmente provocado pois gostava mais de se exibir para a mídia do que em ter inteligentes atos sob seu comando.
Bismarck não queria que a Prússia dependesse somente da Santa Aliança, mas sim, de muitas alianças que cercassem todas as possibilidades de um fortalecimento prussiano.
Além das suas habilidades, Bismarck teve o apoio das condições externas. A Grã-Bretanha estava preocupada não somente com seu império, mas também, com o equilíbrio geral de poder. A Rússia estava pressionando simultaneamente a Europa Oriental, a Ásia e o Império Otomano. A França tinha em suas mãos um novo império, as ambições na Itália e uma aventura no México e a Áustria se preocupava com Itália e com os Balcãns, e com seu papel dirigente na Confederação Germânica.
Bismarck sabia que a Prússia não era tão vulnerável quanto a Áustria ao expansionismo francês. Quanto mais a Áustria temia Napoleão, mais concessões ela tinha de fazer à Prússia.
Ele sabia que a Realpolitik não podia estar associada à uma ideologia. Daí, sua flexibilidade.
A Realpolitik de Bismarck queria destruir o conservadorismo de Metternich, que impediam uma unificação alemã.
Para Bismarck, a Áustria não era essencial para o equilíbrio europeu, como pensava Metternich.
"A Prússia não se engrandeceu mediante o liberalismo, nem graças à liberdade de pensamento, mas por uma sucessão de regentes poderosos, decididos e sábios que administravam minuciosamente os recursos militares e financeiros do Estado e o mantiveram em suas mãos para desejar-los, com muito valor, na balança da política europeia enquanto se apresentou uma oportunidade favorável." Kissinger.
Bismarck tentou liderar a Alemanha então, com a força, e não com valores universais.
Enfim, diante de toda essa conjuntura externa e de toda a esperteza de Bismarck, a Alemanha de unificou e humilhou a França.
Napoleão III se sentiu muito mal quando a Alemanha não reconheceu um representante francês em seu Estado e então, declarou guerra à Prússia. Mas o que Napoleão III não esperava, era que a Áustria juntaria suas tropas com Prússia em caso de ameaça externa. E assim, a Alemanha se unificara.
Afinal, meus queridos, juntando as forças armadas, falando a mesma língua e tendo a mesma cultura, o que seria isso senão um Estado.
A coroação do Kaiser Guilherme I, da Prússia, se deu na França, na sala dos espelhos do Palácio de Versalhes. Resultado: revanchismo francês.
A vitória alemã na guerra franco-prussiana fez com que a Alemanha recuperasse boa parte de Lorena e toda a Alsácia, além de retirar um bom dinheiro da França para si.
A partir daí, o circo já estava armado para a Primeira Guerra Mundial, com muitos barris de pólvora.
A Alemanha passava a buscar mercados, visto que chegou atrasada na corrida imperialista, causando extremo desconforto aos grandes países já existentes, visto que seu crescimento decolou rapidamente.
Como potência perdedora da primeira guerra, a Alemanha sentiu na pele o revanchismo semelhante ao que a França sentiu ao final da guerra franco-prussiana. O Tratado de Versalhes foi punitivo e não semeou a paz, mas sim, a revolta.
Na Segunda Guerra Mundial, as potências começaram a caminhar para um diálogo, que foi de longa discussão, porém, França só reconheceu a soberania alemã em 1955.
Atualmente, Alemanha e França ainda discordam sobre questões políticas, mas uma nova guerra entre os dois países parece ser algo impossível hoje em dia.
Dentro da cultura de cada povo, ainda deve existir entre os mais idosos um certo receio, mas acredito que não deva ser nada de mais.
Ambos são países essenciais para a história do mundo.
A França, com a Revolução Francesa, lançou sobre o mundo os valores universais da Idade Moderna e a Alemanha... bem... a Alemanha...
"Bismarck edificou tão bem a Alemanha, que esta sobreviveu à derrota em duas guerras mundiais, à duas ocupações estrangeiras e à duas gerações como um país dividido." Kissinger
E eu acrescento que hoje é a terceira maior economia do mundo e líder na União Europeia.
Digamos que é o país com maior capacidade de se reerguer do mundo.
Uma frase que sempre repito, porque é genial, é que "A Alemanha sempre foi grande demais, ou pequena demais para a Europa." Kissinger.
Parabéns à vitória alemã nesta copa e, com toda minha admiração pelos dois países em campo, sinto o calor alemão em mim. Que vença a copa!
O Brasil já ganhou demais. Nosso país precisa melhorar em muitos aspectos antes de se esquecer da política para pensar em futebol.
domingo, 15 de junho de 2014
Tópicos Especiais China
A disciplina começa com a Dinastia Song (960 - 279 a. C.)
Suas características são:
* expansão comercial chinesa
* autocracia imperial
* centralização
* unificação militar
* prestígio moral
* queda do poder das famílias
* código confuciano ( 551 - 479 a.C.)
* auge de tecnologia e comércio
Dinastia Ming (1368 - 1644)
* medo de ataque mongol
* crescimento populacional devido ao avanço na agricultura. Não do comércio.
* melhoria de fronteiras
* Estado mais centralizado
* fragilidade
* baixos impostos
* críticas ao comércio
* problemas fiscais
* exército fraco
* expansão bloqueada
* novo ataque
Declínio: problema de arrecadação de impostos, todo o peso da tributação se dava na agricultura, houve outro ataque mongol no norte, fazendo com que a dinastia se fechasse ainda mais para o comércio exterior, resumindo, A PREOCUPAÇÃO COM A UNIDADE DA CHINA CAUSOU O DECLÍNIO DESTA DINASTIA.
Tema da disciplina: O QUE A EUROPA FEZ DE DIFERENTE DA CHINA COM RELAÇÃO ÀS EXPANSÕES COMERCIAIS?
Resposta: GUERRA
Nada de unificação, mas sim, Estados entrando em confronto.
O imperativo da guerra fez com que estados buscassem financiamentos, explorando as atividades comerciais.
Além disso, o auge europeu foi sustentado pelo declínio asiático.
Chama-se essa questão de financiamento por guerra, o ciclo de auto-reforço e este não ocorreu na Ásia.
DINASTIA KING
* aumento populacional
* desenvolvimento do comércio interno
* não ocorreu o desenvolvimento da indústria, como ocorreu na Europa
* quase 500 milhões de pessoas
* como alimentar toda essa população se o uso de força não foi renovado?
* não havia liberdade para os mercadores
* tudo era arrecadado por servidores do Estado
* como não havia o sentido de "privado", não havia como se desenvolver o capitalismo na China neste momento.
* avanço britânico
* movimentos anti-colonos
* China x Japão
* condena o lucro pelo comércio
* subordinação das leis ao moral
* a falta de liberdade individual que existia no ocidente causou problemas ao desenvolvimento industrial chinês
* chineses saindo de seu território em busca de liberdade comercial -> diáspora chinesa. Destinos = Taiwan e Hong Kong
DECLÍNIO IMPERIAL
* aumento populacional
* uso intensivo de recursos
* crescimento do comércio
* queda da produtividade e da produção familiar
* queda das indústrias
* funcionários <=> mercadores
* China além mar
* final do século XIX = rebeliões, elite, invasão japonesa e britânica, indenizações, tributos
* influência estrangeira nas reformas
* revolta dos Taipings e dos Boxers por volta de 1860 a 1890, que eram contra o regime dinástico
* as duas guerras do Ópio + guerra sino-japonesa causam perdas através das altas indenizações que a China teve de pagar, fazendo com que o governo pressionasse os impostos sobre a população
* Como a Inglaterra estava perdendo sua hegemonia nesta época, ela encontrou no Japão um aliado para dominar a China, o Japão percebeu que as coisas estavam mudando e buscou modernização interna através de contatos ocidentais
* uma das formas de mostrarmos como tudo vai mudando na China é ver o que a influência externa, de invasões estava fazendo com as elites, que passavam a questionar a dinastia, com a criação dos partidos COMUNISTAS, de Chiang Kai Chek
DETALHES PARTIDÁRIOS
* surgimento de lideranças provinciais
* milícias: forças militares paralelas ao exército imperial para conter as revoltas
* papel extraburocrático das elites
* Kuomitang já pedindo revisão de tratados comerciais que atrapalhassem a China
* Kuomitang tinha influência da URSS
* Xiang não queria uma mudança estrutural. A partir dele nasce o PCC sob influências anarquistas
* Guerra civil entre PCC e Kuomitang
* PCC acreditava que a emancipação da população chinesa só se daria quando o poder dos grandes fazendeiros minasse
* adaptação de Mao Zedong: proletário na Rússia é o camponês na China
* PCC e Kuomitang se juntam contra os japoneses, mas o exército do PCC que ganha de verdade o destaque, fazendo Xiang ir para Taiwan
* Mao permanece na China, fazendo a Revolução em 1949
* Foi durante a República Comunista que se iniciou esse processo de crescimento chinês que conhecemos hoje
REPÚBLICA (1901-1916)
* forças que emergem em 1911: governo imperial, pequena nobreza e elite urbana
* elite + governo contra rebeliões
* ativismo extra-burocrático das elites
* mentalidade ocidental
* influência japonesa - reformas
* elite chegou a ter dinheiro para construir sua própria ferrovia, mostrando a fraqueza do governo
* Yuan Shikan criou o parlamento, a república, mas depois se declarou imperador
* ameaça de retorno de uma autocracia
* parlamento + kuomitang = resistência = senhores de guerra
REPÚBLICA POPULAR DA CHINA (1949-1953)
* exército de libertação popular
* comissões militares
* conselho de administração de governo (força de segurança, comissão de assuntos militares, assembléias)
* modernização do governo
* economia
* guerra da coreia
* relações externas
* coletivização do campo
* grupos de ajuda militar
* cooperativas
* grupos de produção
* governo com monopólio de preços e de excedentes
1º Plano Quinquenal (1953-1957)
* aumento da renda
* aumento da produção agrícola
* aumento do salário
* ajuda da URSS
2º Plano Quinquenal (1956 --)
* indústria pesada
* fábricas
* queda do apoio da URSS
* indústrias no campo
* queda da centralização
Campanha Antidireitista
1958 - Grande Salto Adiante
* motivações: diferenças URSS
* estímulo à agricultura
* "mobilização das massas"
* descentralização
* resultados críticos do plano
Resumindo: A partir da criação do Partido Republicano, a China vive com o Partido Nacionalista: Kuomitang.
Lá pelos anos 20, a China entra numa guerra civil e do Kuomitang, nasce o PCC e ambos começam a disputar espaço
A URSS apoiou a China durante a invasão japonesa.
PCC ganha força durante a guerra sino-japonesa e Mao se destaca.
Desde o início, o processo revolucionário de Mao esteve voltado para o campo e altas taxas de investimento do governo moldaram o crescimento chinês. Essa estratégia estava moldada nos Planos Quinquenais.
A China sustentou seu crescimento pacificamente, sem invadir outros territórios.
PRIMEIROS ANOS DA REPÚBLICA POPULAR
* centrada principalmente no partido
* exército popular de libertação foi submetido ao partido.
* o PCC criou regiões administrativas e o exército as controlava.
* o exército foi muito usado para legitimar o poder da República Popular, aliás, muitos membros do exército eram membros do partido.
* Mao conseguiu mobilizar muitos jovens contra o capitalismo
* tudo passava a ser submetido ao governo central
* coletivização do campo
* URSS apoiou à princípio
* EUA reconhecem Taiwan, mas não a China. ( Durante a Guerra Fria, os EUA ainda dialogavam com a China para evitar a influência da URSS, mas na Guerra da Coreia isso acabou. As relações foram rompidas e voltaram somente na década de 70.)
* No final dos anos 60, a China rompeu com a URSS e os EUA se aproximaram
* China reconhecida pela ONU
* Durante a Guerra da Coreia, China e URSS ficam do mesmo lado: Coreia do Norte
* o comunismo chinês começou pela coletivização do campo
* grupos de trabalho reuniam os camponeses em torno de uma produção e esses grupos eram controlados por membros do partido
* o preço dos produtos agrícolas eram totalmente controlados pelo Estado
* Se houvesse excedentes, eles seriam controlados pelo Estado. O vendedor não poderia revendê-los sozinho. Ele tinha que revender ao Estado, que estipulava o preço a ser pago.
* no Primeiro Plano Quinquenal, houve apoio financeiro da URSS
* a indústria avançou enquanto a agricultura decaia
* isso tudo desestimulou aos agricultores
* há um certo abandono da agricultura no Grande Salto Adiante, onde Mao investe mais em indústrias
* O Grande Salto Adiante foi uma resposta de Mao às críticas que estava sofrendo
* A Revolução Cultural também.
* Com a Revolução Cultural, Mao empreende um esforço completo de mobilização política a favor do comunismo. Isso gera tensões dentro do partido que questiona Mao, como Deng Xiaoping.
APÓS A MORTE DE MAO
* Deng Xiaoping
* reformas e abertura
* tigres asiáticos
* QUATRO MODERNIZAÇÕES: agricultura, indústria, tecnologia e exército
* exportação de armas
* "Grande Compromisso" = exército apoia as reformas, o partido e a unidade e o Governo Central financia a modernização do exército.
* transição ao capitalismo da China muito mais lenta do que o da URSS. URSS se esfacelou e a China não.
* As reformas de Deng se aliaram a uma conjuntura favorável externa na época
* Essa conjuntura tem a ver com a economia dos EUA, que buscavam importar barato devido à crise que passavam nos anos 70 por causa do petróleo
* A China não rompeu em momento algum durante sua abertura com a estrutura que havia antes.
* Houve a manutenção do exército submetido ao governo central, por exemplo
* A China se utilizou do avanço econômico para financiar seu exército
* Tigres asiáticos receberam investimentos americanos
* Deng não se acomodou com as exportações
* socialismo de mercado
* China hoje
* investimentos em África e outros países emergentes
* grande crescimento comercial
* o retorno do gigante
Bem pessoal, esse foi um resumo de todo o meu caderno, em tópicos.
Tem muito mais do que isso, basta ler aqui e aprofundar.
Espero que sirva de base para os estudos!
Este foi o primeiro de todos os resumos de disciplinas que predendo fazer, com ou sem a ajuda de outros alunos.
Bons Estudos!
Suas características são:
* expansão comercial chinesa
* autocracia imperial
* centralização
* unificação militar
* prestígio moral
* queda do poder das famílias
* código confuciano ( 551 - 479 a.C.)
* auge de tecnologia e comércio
Dinastia Ming (1368 - 1644)
* medo de ataque mongol
* crescimento populacional devido ao avanço na agricultura. Não do comércio.
* melhoria de fronteiras
* Estado mais centralizado
* fragilidade
* baixos impostos
* críticas ao comércio
* problemas fiscais
* exército fraco
* expansão bloqueada
* novo ataque
Declínio: problema de arrecadação de impostos, todo o peso da tributação se dava na agricultura, houve outro ataque mongol no norte, fazendo com que a dinastia se fechasse ainda mais para o comércio exterior, resumindo, A PREOCUPAÇÃO COM A UNIDADE DA CHINA CAUSOU O DECLÍNIO DESTA DINASTIA.
Tema da disciplina: O QUE A EUROPA FEZ DE DIFERENTE DA CHINA COM RELAÇÃO ÀS EXPANSÕES COMERCIAIS?
Resposta: GUERRA
Nada de unificação, mas sim, Estados entrando em confronto.
O imperativo da guerra fez com que estados buscassem financiamentos, explorando as atividades comerciais.
Além disso, o auge europeu foi sustentado pelo declínio asiático.
Chama-se essa questão de financiamento por guerra, o ciclo de auto-reforço e este não ocorreu na Ásia.
DINASTIA KING
* aumento populacional
* desenvolvimento do comércio interno
* não ocorreu o desenvolvimento da indústria, como ocorreu na Europa
* quase 500 milhões de pessoas
* como alimentar toda essa população se o uso de força não foi renovado?
* não havia liberdade para os mercadores
* tudo era arrecadado por servidores do Estado
* como não havia o sentido de "privado", não havia como se desenvolver o capitalismo na China neste momento.
* avanço britânico
* movimentos anti-colonos
* China x Japão
* condena o lucro pelo comércio
* subordinação das leis ao moral
* a falta de liberdade individual que existia no ocidente causou problemas ao desenvolvimento industrial chinês
* chineses saindo de seu território em busca de liberdade comercial -> diáspora chinesa. Destinos = Taiwan e Hong Kong
DECLÍNIO IMPERIAL
* aumento populacional
* uso intensivo de recursos
* crescimento do comércio
* queda da produtividade e da produção familiar
* queda das indústrias
* funcionários <=> mercadores
* China além mar
* final do século XIX = rebeliões, elite, invasão japonesa e britânica, indenizações, tributos
* influência estrangeira nas reformas
* revolta dos Taipings e dos Boxers por volta de 1860 a 1890, que eram contra o regime dinástico
* as duas guerras do Ópio + guerra sino-japonesa causam perdas através das altas indenizações que a China teve de pagar, fazendo com que o governo pressionasse os impostos sobre a população
* Como a Inglaterra estava perdendo sua hegemonia nesta época, ela encontrou no Japão um aliado para dominar a China, o Japão percebeu que as coisas estavam mudando e buscou modernização interna através de contatos ocidentais
* uma das formas de mostrarmos como tudo vai mudando na China é ver o que a influência externa, de invasões estava fazendo com as elites, que passavam a questionar a dinastia, com a criação dos partidos COMUNISTAS, de Chiang Kai Chek
DETALHES PARTIDÁRIOS
* surgimento de lideranças provinciais
* milícias: forças militares paralelas ao exército imperial para conter as revoltas
* papel extraburocrático das elites
* Kuomitang já pedindo revisão de tratados comerciais que atrapalhassem a China
* Kuomitang tinha influência da URSS
* Xiang não queria uma mudança estrutural. A partir dele nasce o PCC sob influências anarquistas
* Guerra civil entre PCC e Kuomitang
* PCC acreditava que a emancipação da população chinesa só se daria quando o poder dos grandes fazendeiros minasse
* adaptação de Mao Zedong: proletário na Rússia é o camponês na China
* PCC e Kuomitang se juntam contra os japoneses, mas o exército do PCC que ganha de verdade o destaque, fazendo Xiang ir para Taiwan
* Mao permanece na China, fazendo a Revolução em 1949
* Foi durante a República Comunista que se iniciou esse processo de crescimento chinês que conhecemos hoje
REPÚBLICA (1901-1916)
* forças que emergem em 1911: governo imperial, pequena nobreza e elite urbana
* elite + governo contra rebeliões
* ativismo extra-burocrático das elites
* mentalidade ocidental
* influência japonesa - reformas
* elite chegou a ter dinheiro para construir sua própria ferrovia, mostrando a fraqueza do governo
* Yuan Shikan criou o parlamento, a república, mas depois se declarou imperador
* ameaça de retorno de uma autocracia
* parlamento + kuomitang = resistência = senhores de guerra
REPÚBLICA POPULAR DA CHINA (1949-1953)
* exército de libertação popular
* comissões militares
* conselho de administração de governo (força de segurança, comissão de assuntos militares, assembléias)
* modernização do governo
* economia
* guerra da coreia
* relações externas
* coletivização do campo
* grupos de ajuda militar
* cooperativas
* grupos de produção
* governo com monopólio de preços e de excedentes
1º Plano Quinquenal (1953-1957)
* aumento da renda
* aumento da produção agrícola
* aumento do salário
* ajuda da URSS
2º Plano Quinquenal (1956 --)
* indústria pesada
* fábricas
* queda do apoio da URSS
* indústrias no campo
* queda da centralização
Campanha Antidireitista
1958 - Grande Salto Adiante
* motivações: diferenças URSS
* estímulo à agricultura
* "mobilização das massas"
* descentralização
* resultados críticos do plano
Resumindo: A partir da criação do Partido Republicano, a China vive com o Partido Nacionalista: Kuomitang.
Lá pelos anos 20, a China entra numa guerra civil e do Kuomitang, nasce o PCC e ambos começam a disputar espaço
A URSS apoiou a China durante a invasão japonesa.
PCC ganha força durante a guerra sino-japonesa e Mao se destaca.
Desde o início, o processo revolucionário de Mao esteve voltado para o campo e altas taxas de investimento do governo moldaram o crescimento chinês. Essa estratégia estava moldada nos Planos Quinquenais.
A China sustentou seu crescimento pacificamente, sem invadir outros territórios.
PRIMEIROS ANOS DA REPÚBLICA POPULAR
* centrada principalmente no partido
* exército popular de libertação foi submetido ao partido.
* o PCC criou regiões administrativas e o exército as controlava.
* o exército foi muito usado para legitimar o poder da República Popular, aliás, muitos membros do exército eram membros do partido.
* Mao conseguiu mobilizar muitos jovens contra o capitalismo
* tudo passava a ser submetido ao governo central
* coletivização do campo
* URSS apoiou à princípio
* EUA reconhecem Taiwan, mas não a China. ( Durante a Guerra Fria, os EUA ainda dialogavam com a China para evitar a influência da URSS, mas na Guerra da Coreia isso acabou. As relações foram rompidas e voltaram somente na década de 70.)
* No final dos anos 60, a China rompeu com a URSS e os EUA se aproximaram
* China reconhecida pela ONU
* Durante a Guerra da Coreia, China e URSS ficam do mesmo lado: Coreia do Norte
* o comunismo chinês começou pela coletivização do campo
* grupos de trabalho reuniam os camponeses em torno de uma produção e esses grupos eram controlados por membros do partido
* o preço dos produtos agrícolas eram totalmente controlados pelo Estado
* Se houvesse excedentes, eles seriam controlados pelo Estado. O vendedor não poderia revendê-los sozinho. Ele tinha que revender ao Estado, que estipulava o preço a ser pago.
* no Primeiro Plano Quinquenal, houve apoio financeiro da URSS
* a indústria avançou enquanto a agricultura decaia
* isso tudo desestimulou aos agricultores
* há um certo abandono da agricultura no Grande Salto Adiante, onde Mao investe mais em indústrias
* O Grande Salto Adiante foi uma resposta de Mao às críticas que estava sofrendo
* A Revolução Cultural também.
* Com a Revolução Cultural, Mao empreende um esforço completo de mobilização política a favor do comunismo. Isso gera tensões dentro do partido que questiona Mao, como Deng Xiaoping.
APÓS A MORTE DE MAO
* Deng Xiaoping
* reformas e abertura
* tigres asiáticos
* QUATRO MODERNIZAÇÕES: agricultura, indústria, tecnologia e exército
* exportação de armas
* "Grande Compromisso" = exército apoia as reformas, o partido e a unidade e o Governo Central financia a modernização do exército.
* transição ao capitalismo da China muito mais lenta do que o da URSS. URSS se esfacelou e a China não.
* As reformas de Deng se aliaram a uma conjuntura favorável externa na época
* Essa conjuntura tem a ver com a economia dos EUA, que buscavam importar barato devido à crise que passavam nos anos 70 por causa do petróleo
* A China não rompeu em momento algum durante sua abertura com a estrutura que havia antes.
* Houve a manutenção do exército submetido ao governo central, por exemplo
* A China se utilizou do avanço econômico para financiar seu exército
* Tigres asiáticos receberam investimentos americanos
* Deng não se acomodou com as exportações
* socialismo de mercado
* China hoje
* investimentos em África e outros países emergentes
* grande crescimento comercial
* o retorno do gigante
Bem pessoal, esse foi um resumo de todo o meu caderno, em tópicos.
Tem muito mais do que isso, basta ler aqui e aprofundar.
Espero que sirva de base para os estudos!
Este foi o primeiro de todos os resumos de disciplinas que predendo fazer, com ou sem a ajuda de outros alunos.
Bons Estudos!
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Abordagem de disciplinas
Um olá a todos os alunos de DGEI e visitantes!
Como forma de contribuir para ambos os lados, venho anunciar que nestas férias estarei iniciando o RESUMÃO DE DEFESA.
O que seria o resumão de Defesa?
Seria um resumo básico das disciplinas que temos pela visão dos alunos.
Iniciarei com a disciplina Tópicos Especiais - China e aceito resumos de outros alunos, que queiram contribuir com o blog. Assim, poderemos ajudar alunos de DGEI que vão cursar ainda estas disciplinas e poderemos mostrar aos visitantes do blog um pouco do que aprendemos no curso.
Então, em breve...
RESUMÃO DE DGEI!
Boas Férias!
=)
Como forma de contribuir para ambos os lados, venho anunciar que nestas férias estarei iniciando o RESUMÃO DE DEFESA.
O que seria o resumão de Defesa?
Seria um resumo básico das disciplinas que temos pela visão dos alunos.
Iniciarei com a disciplina Tópicos Especiais - China e aceito resumos de outros alunos, que queiram contribuir com o blog. Assim, poderemos ajudar alunos de DGEI que vão cursar ainda estas disciplinas e poderemos mostrar aos visitantes do blog um pouco do que aprendemos no curso.
Então, em breve...
RESUMÃO DE DGEI!
Boas Férias!
=)
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