terça-feira, 29 de abril de 2014

Laranja Mecânica

Laranja Mecânica

"Por que uma sociedade patriarcal, machista, sexista, prioriza a violência como método de conflito preferível?"

Ver esse filme sem pensar nos objetos abaixo, não é a mesma coisa.
Muita gente deve assistir a esse filme sem saber exatamente do que se trata e o porquê da história. Mas o que faz desse filme um bom filme são esses fatos que devemos analisar enquanto assistimos a ele.
Eu não teria entendido nada se o tivesse visto antes da aula de semana passada.

"Falocentrismo, Mulher objeto, Hedonismo, Correção Científica, "Cura" por terapia e lavagem cerebral, Ganhos políticos, Jovens desempregados e Família alienada."

Material entre aspas de Henrique Paiva.

Vale à pena ver, observando estes pontos citados.
Apesar de antigo, ainda é uma história atual.

Segue abaixo o trailer.
Vocês podem alugar no youtube no link: https://www.youtube.com/watch?v=1DbWu51y47E



A violência contra mulheres deve acabar!



DGEI - Vídeo de Henrique Paiva


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Valsa com Bashir

Este filme, apresentado também na aula de Cine-Defesa, trata de traumas sofridos por pessoas que lutaram em guerras, como o Transtorno de Stress Pós-Traumático, por exemplo.
Atualmente, estima-se que a cada dia, um entre dez militares norte americanos que foram para guerras, se suicidam. O número de mortos já ultrapassa as mortes na própria guerra do Iraque.
O que acontece nesses casos, é que, quando as pessoas passam por momentos fortes e são levados à sua exaustão, podem passar posteriormente por níveis de adrenalina ainda altos no sangue, que deveriam ter baixado após os fatos estressantes. O Cortisol é um hormônio que baixa a adrenalina. Nessas pessoas ele é produzido em menor quantidade, deixando níveis altos de adrenalina no sangue, fazendo com que a pessoa passe por episódios de raiva, depressão, ansiedade, violência e recorrer ao uso de drogas.

Seguem abaixo links de matérias onde isso é notado:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/34659/atirador+de+fort+hood+era+veterano+de+guerra+com+problemas+psiquiatricos.shtml

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/03/130316_veteranos_iraque_jp_pu.shtml

Já os veteranos do Iraque contra a guerra (Iraq veterans against the war) fazem projetos para estimular a paz, mas não somente isso. Principalmente mostram os danos da guerra tanto físicos no ambiente como na saúde mental de quem participa da guerra.

Segue o link da associação para quem desejar conhecer melhor:

http://www.ivaw.org/

Já abaixo, segue o filme no link:

http://vimeo.com/33186000

E o trailer na miniatura de youtube abaixo:



Matéria inspirada na atividade proposta por Henrique Paiva, professor de Defesa e Gestão Estratégica Internacional, aula de Cine-Defesa.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Os militares que disseram não à ditadura



Mais um filme apresentado em conjunto da programação realizada pelo CADGEI de 50 anos de Ditadura e Cine-Defesa.



"A população desarmada merece o respeito da população armada."


Intercâmbio do Aluno Vinícius Janick

Vinícius é aluno do 8º período de Defesa e Gestão Estratégica Internacional.
Ano passado ele ganhou uma bolsa de intercâmbio para Portugal, através do programa de bolsas Santander.
O Banco Santander reservou vagas para o nosso curso e outros cursos novos da UFRJ.
Nossa coordenadora conseguiu 3 vagas para DGEI.

Vinícius então, estudou na Universidade do Porto por 6 meses.
Ele contou que o Santander dá a bolsa, mas que o aluno tem que arcar com a passagem.
Eram 550 euros por mês.
Diz ele que lá dá para viver bem com esse dinheiro.
Ele morou em uma República com mais 14 estrangeiros.
Disse que foi uma ótima oportunidade para aperfeiçoar o inglês, língua comum entre os estudantes desconhecidos. E também, para conhecer a cultura de cada um deles. Tinha pessoas de Paris, Madri, Barcelona...

Ele aproveitou para puxar matérias de economia.

Os pontos positivos na sua opinião são:
Ter uma faculdade estrangeira no currículo
Ter participado de uma empresa júnior de lá.
Experiência cultural.
Aprendeu a administrar as coisas sozinho.

Além disso, ele disse que a visão de mundo que ele tem hoje é completamente diferente de antes. Muito melhor.

Além disso, visitou outros países próximos de Portugal.

Aos poucos, irei colocar mais experiências de outros alunos que realizaram intercâmbio!
Em breve, intercâmbio de Marco Antonio (Baiano), que viveu em Coimbra e Londres.



Primeira colação de grau do curso de Defesa e Gestão Estratégica Internacional

Ontem, dia 10 de abril foi a primeira colação de grau do nosso curso.
São os primeiros alunos formados, com o título de Analista de Defesa e Gestor Estratégico Internacional.
São os únicos com esse título no Brasil.

São mais do que especiais...

Eles têm a responsabilidade maior por serem os primeiros, mas também têm o orgulho de serem da primeira turma de DEFESA E GESTÃO ESTRATÉGICA INTERNACIONAL.


"Saímos da UFRJ para entrar para a história." 
                                                              Aluno Pedro Henrique dos Santos Sá

A colação teve a presença de nada menos que:


   O EXCELENTÍSSIMO Prof. Antônio José Ledo da Cunha (VICE-REITOR)


   A ILUSTRÍSSIMA Profa. Ângela Rocha dos Santos (PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO)
   
        A ILUSTRÍSSIMA Profa. Vanessa Oliveira Batista Berner (VICE-DECANA DO CCJE)



        A ILUSTRÍSSIMA Profa. Eleonora Ziller (DIRETORA DA FACULDADE DE LETRAS)


 e por último, mas não menos importante, nossa querida coordenadora MARIA ISABEL SAMPAIO (COORDENADORA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO DO CURSO DE DEFESA E GESTÃO ESTRATÉGICA INTERNACIONAL).

"O curso de Defesa e Gestão Estratégica Internacional se diferencia do curso de Relações Internacionais por estudar, além dos Estados como atores soberanos no cenário internacional, também os setores em que o Estado pode atuar, como social, saúde e meio ambiente." Maria Isabel Sampaio em seu discurso durante a colação.

Os que participaram da criação do nosso curso relembraram as dificuldades do projeto de criação e posteriormente, do local a ser sediado para nossos estudos, das burocracias, de toda a dificuldade em organizar diferentes núcleos da UFRJ para formar nossa grade curricular, visto que temos uma grande bem ampla, com matérias de política, história, economia, saúde, direito e até um pouco de exatas, com matérias do Instituto COPPEAD, que também são de administração e marketing. Também se lembraram de toda a dificuldade para se aprovar a nova grade curricular, reformulada em 2012, afim de melhorar as capacidades dos alunos.

Particularmente, eu acho que nossa grade é muito bem recheada e completa. Somos profissionais com conhecimentos muito abrangentes e não estamos limitados a apenas uma área de conhecimento. Além do mais, esses conhecimentos são aprofundados, pois não são disciplinas com pouca quantidade de matéria para estudar. É pesado. Passamos horas presenciais dentro da Faculdade e a leitura para casa nos ocupa quase todo o tempo livre.

O vice-reitor, que fez Medicina, nos fez pensar no futuro. Que políticas poderemos criar para cuidar de uma população envelhecida? Contando que os idosos deixam de produzir em sua maioria e passam a desfrutar de gratuidades, como nos ônibus por exemplo, que políticas poderíamos criar para fazer a economia girar ainda assim? Num futuro próximo, a população contará com muito mais idosos que hoje.
Ainda nos fez refletir sobre o aumento de pessoas entre 24 anos e 35 que possuem ensino superior completo hoje e antigamente.
No Brasil, subimos 4% num período aproximado de 40 anos e na Coréia do Sul, eles saíram de 13% para mais de 60%. Um aumento de mais de 50%.
O que está acontecendo no Brasil e lá?
Quais são as diferenças?

São nesses casos que podemos ser requisitados, por exemplo.
Somos pensadores estratégicos.
Que estratégias poderemos desenvolver no futuro?

O QUE FAREMOS PARA MELHORAR O BRASIL???

Para encerrar de maneira brilhante esta matéria, palavras do formando Pedro Henrique dos Santos Sá:

"Nada é impossível. O impossível é uma questão de percepção. A prova do impossível está diante de vocês."

O CURSO DE DEFESA E GESTÃO ESTRATÉGICA INTERNACIONAL É O PRIMEIRO CURSO QUE CAPACITA CIVIS A FORMULAR ESTRATÉGIAS PARA O BRASIL. FUNÇÃO ANTES, LIMITADA APENAS AOS MILITARES.

JURAMENTO:

Prometo exercer a minha função de analista de defesa e gestor estratégico internacional, fundamentado na ética profissional e na justiça, ao atuar criticamente nos temas de defesa, segurança e estratégia, consciente dos meus deveres cívicos na promoção de uma sociedade mais justa, democrática e respeitadora da diversidade, e comprometido com a solidariedade entre os povos. Perante os presentes, eu juro!



Não poderia deixar de citar nosso ilustre professor Henrique Paiva, que com toda a emoção nos olhos, comandou a cerimônia.






quinta-feira, 3 de abril de 2014

Aula 3 - História dos Grandes Conflitos

Soberania Política Europeia.

Guerra de Sucessão Espanhola: Vitória da GB e Portugal.
Gerou para o Brasil os Tratados de Utrecht, que foram ganhos territoriais, atualmente Amapá e o sul do Rio Grande do Sul.

Durante o período colonial, as guerras sistêmicas, as guerras de conquista, tinham um impacto sobre o sul global, pois havia o "exclusivo colonial".

Revolução Francesa, movimento liberal, guerras napoleônicas = mundo contra o pacto colonial.

Independência do Haiti

1) Faceta liberal-conservadora -> compunha a monarquia constitucional. GIRONDINOS
2) Liberais-Republicanos -> República-> JACOBINOS
3) Liberais-Utópicos ou radicais -> proposta de socialismo utópico

1886 - PRIMEIRO MOVIMENTO COMUNISTA DO MUNDO
1º de maio, foi um movimento operário.

Qualquer liberalismo questionava o cerne da presença europeia no mundo.
Revolução Francesa e Iluminismo, segundo Hobsbawm, foram os primeiros movimentos a ter impacto global. Foram os primeiros movimentos ecumênicos.

Inspiração Francesa na política indiana.

Elites do sul global estudavam na Europa.

FILOJACOBINISMO - afiliação ao liberalismo republicano. Não foi inspiração de movimentos liberais só na Europa, mas no sul global também.

Foi a faisca das independências na América Latina.
Se isso foi a faísca, o que fez explodir foram as guerras napoleônicas.

A invasão de Napoleão à Espanha e Portugal gerou um vazio de poder, que fez com que essas elites vissem uma oportunidade para as independências.

Na América Latina em geral, os filo-jacobinismos levaram à fragmentação -> REPÚBLICAS

1808 - pressão de Napoleão fez a família real se mudar para o Brasil.
Isso nos trouxe inovação.

1822 - D. João teve que voltar a Portugal.

Reação liberal-conservadora -> monarquia constitucional
Declarou Independência

O Concerto Europeu tinha o objetivo de restauração tanto dinástica quanto territorial.

O ABSOLUTISMO NÃO ERA MAIS POSSÍVEL.

Exemplos de que o absolutismo não se sustentava mais:
As Três Ondas Revolucionárias:

1) 1830 - Revolução Liberal do Porto e Revolução Espanhola.
A do Porto levou D. João de volta à Portugal e a Espanhola fez a corte assinar, jurar uma nova constituição, com o apoio do exército espanhol.
Também houve a Independência da Grécia e direitos concedidos ao trabalhador.

2) 1848 - PRIMAVERA DOS POVOS - que embora não tenha sido muito bem sucedida, ou seja, não levou à republicanização da Europa inteira, levou 2 fenômenos bem importantes: um deles foi a queda de Metternich, que era o artífice do concerto europeu na Áustria, no Império Áustro-Húngaro e cada vez mais a noção de que o despostimo tinha que ser esclarecido. Absolutismo iluminado, que levou, na década de 50 e 60 do século XIX a um fim da escravidão na Rússia.

Liberalismo tendo impacto na Europa e nos EUA.

Mas o Status Quo (restauração dinástica e territorial), embora questionado , só foi desafiado com sucesso em 2 casos: na Indep. da Grécia em relação ai Império Turco-Otomano e nas Indep. da América Latina.

Império Turco-Otomano = "O Grande Enfermo" do século XX
Capital = Turquia. A essa época, um estado muçulmano. Ela ocupa uma fatia territorial enorme neste momento.
Vai desde o norte da África, passando pelo leste europeu e pelo Oriente Médio, até as fronteiras com Índia e China.

A China era um império, a Índia era uma colônia britânica (Índia + Paquistão + Bangladesh)

O resto da África = África Subsaariana (colônias de diversos países europeus)

1º adendo: a maneira com que o Império Turco-Otomano governava: ele centralizava e descentralizava o poder.
Algumas partes do Império tinham mais autonomia do que outras e isso muda as relações de cada uma com a Turquia.

O pan-arabismo estava contra os jovens turcos (que eram turcos que queriam uma república).
Mas o pan-arabismo também lutava contra a Turquização, que nada mais era do que a muçulmanização obrigatória, com base no que o Estado turco faria no Império Turco-Otomano.

Nos Balcans, tem os pan-germânicos, que têm apoio posterior da Alemanha, por exemplo: que lutavam contra o Império Turco-Otomano.

É claro que, se a Rússia entrasse para apoiar os pan-eslavos, que também tinham um rivalidade com o pan-germanismo, no momento em que a Rússia entrasse para ajudar o pan-eslavismo, os pan-germânicos se juntariam com o Império Turco-Otomano.
Foi o que aconteceu na Primeira Guerra Mundial.

Nela, a rivalidade entre pan-germ. e pan-eslavos gerou:
Quando Francisco Ferdinando foi assassinado na Bósnia, que então era austríaco, a Áustria declarou guerra contra os pan-eslavos e eles tinham apoio da Rússia...

Por que o Império Turco-Otomano entrou do lado dos alemães?
Porque os alemães não tinham interesse necessariamente em acesso territorial ao Mar Quente.
A Alemanha já tinha se declarado protetora dos povos árabes, reconheceu a independência do Marrocos e então, ela já tinha por onde sair.
Os russos queriam sair pela Crimeia.

A relação entre o pan-arabismo e o pan-germanismo está aí: ambos contra o império turco-otomano, Alemanha reconhece a indep. do Marrocos e ganha saída pro mar.
O império Turco-Otomano então, sem muita escolha, ajuda a Alemanha na guerra, porque a Rússia tinha interesses territoriais na Crimeia e a Alemanha não.

Palestina = início da ocupação judaica.
1898 - 1º Congresso Sionista, que foi onde Israel, que era a antiga palestina, foi declarado "zaia" (não sei se ouvi certo), a terra prometida. Quen então, levou à ocupação judaica na Palestina.

Começava o conflito entre judeus e palestinos.

No início, os judeus faziam atentados terroristas contra os palestinos, igual ao que o Hammas faz hoje.

Síria - também era Império Turco-Otomano. Ela tinha um projeto de Grande Síria, que contava pelo menos com a anexação do Líbano, mas o Líbano não queria isso.

Ninguém estava satisfeito.
AS ALIANÇAS ERAM SÓ INTERESSES.

Não era fácil pros povos que formam o IMP. T.O. (Império Turco-Otomano), juntar forças para lutar contra ele, porque eles tinham que lutar com o seu vizinho também, e quando o bicho pegava, esse vizinho se juntava ao IMP. T. O.

Só a Grécia conseguiu porque a Inglaterra tinha o interesse de afastar a Rússia dessa região.
Se a Rússia conseguisse a Grécia, ela conseguiria chegar mais perto do Mediterrâneo.
A Rússia não reclamou porque aí era mais fácil para ela ter acesso a um Estado mais fraco.

África-Subsaariana - o modelo europeu de colonização teve 2 fases:

1) Até o Congresso de Berlim, que é uma fase que atravessa do mercantilismo ao capitalismo financeiro. Nesta fase, eles não ocupam a África. Há exploração de mão-de-obra, há escravidão, há acumulação de capital primitivo.

2) Imperialismo (chauvinismo = nacionalismo + expansionismo) passar a existir.
Um desses exemplos foi o argumento do fardo do homem branco, ou seja, da missão civilizatória.

O Congresso de Viena dizia que para possuir uma colônia na África, deveria se usar do UTIS POSIDETIS.

A desculpa para ocupar era o fardo do homem branco, e não, o Congresso de Berlim.

Agora, depois do Congresso, o que antes era domínio comercial, virou colônia.

O Egito também estava dentro do Imp. T. O., mas ele tinha autonomia. Então, já estava se industrializando.
A Ingl. então, depôs o presidente e começou a ocupar o Egito, mas a França também queria. Era uma passagem mais lucrativa pra GB. A França queria porque ali no oriente médio tem petróleo, como na Síria e no Líbano, por exemplo.

Então, o que a GB fez pra FRA parar de reclamar?
Fornece à FRA a construção do CANAL DE SUEZ.

Mas ainda assim, a FRA queria entrar em guerra com a GB.
A Península do Sinai já era Francesa.
Se a FRA decidisse entrar em guerra com a GB, ela até poderia, mas ia dar um trabalho danado pra GB.
A GB estava ocupada com suas tropas na China e na Índia.
A FRA estava ocupada em controlar o norte da África.

CHINA: Era um Império. Não era completamente coesa.

Rebelião Taiping na década de 50 e 60. Eles achavam que eram cristãos. Dizem que eles tinham um discurso comunista e que Mao se inspirou neles. Os Taipings meio que desafiaram o Império, abrindo para o exterior, aí o Império não gostou e pediu ajuda.
Foi aí que foram impostos os Tratados desiguais, como o de Nanquim.

Relações Comerciais desfavoráveis para a China.

Antes disso, um sinal de fraqueza da China foram as Guerras do Ópio.
Eram guerras do Império contra a GB.

Então, vieram os Boxers, no século XIX, que queriam se separar da CHINA.

JAPÃO: Samurais, feudal. Era um Império feudal. Autárquico.
Voluntariamente, ele assinou um acordo de livre comércio com a GB, EUA e FRA. Claro, com milhões de canhões apontados para a costa japonesa.

1860 - ERA MEIJI - era de abertura comercial. Era o fim dos samurais e começava o Xintoísmo.

SOMENTE A GRÉCIA E A AMÉRICA LATINA CONSEGUIRAM GRITAR CONTRA A EUROPA, POR QUÊ?

1812 - 2a guerra de indep. dos EUA.
EUA X GB por nordeste de Canadá e EUA. Impasse natal.

Desde a guerra de Secessão, os EUA já eram fortes, mas ali foi quando a GB entendeu que não dava mais pra brincar na América Latina.

1824 - Doutrina Monroe

Se a GB não podia mexer, a FRA iria mexer? Não! A Espanha? Não!

Ninguém tinha poder naval para isso.

Ao longo do século XIX, a GB ofereceu para os EUA um "buffering" no oceano Atlântico. Porque enquanto a GB exercia a PAX BRITANICA, ela isolava os EUA. Ela fazia com que o Atlântico fosse uma zona de proteção à América contra o imperialismo europeu.


Época do capitalismo financeiro -> GB fazendo pressão pro livre comércio nas Américas.

PERCEBEMOS ENTÃO, QUE ENTRE 1815 E 1914, O LIBERALISMO FEZ MUITAS MUDANÇAS.

Mesmo sendo um século de paz, o século XIX trouxe muitas mudanças com o liberalismo.
Mudanças também nas constituições italiana e alemã, que criavam conjunturas para novos conflitos.
Foi um século onde o comportamento da Europa quase não mudou, mas no resto do mundo, sim.

Dentro da Europa Ocidental: tendência a um equilíbrio.
Mas por dentro, os Estados estavam insatisfeitos.

O Conflito nos Balcans, que explodiu, puxou Áustria e Alemanha para o lado da Bósnia e Rússia e GB pro lado da Sérvia. Lembrando que, se fosse contra a Alemanha, a França entrava junto da GB, então, ficou GB + RUS + FRA X ALE.

O maior problema que deflagrou esses conflitos possíveis, já pela formação de alianças, foi o imperialismo.
O que a Áustria queria na Bósnia e o que a Rússia queria na Sérvia, era somente imperialismo.

Com o passar da guerra, a Entente passou a contar com o apoio de EUA + BRASIL + JAPÃO

QUAIS FORAM AS CONSEQUÊNCIAS DA ENTENTE VITORIOSA PARA O SUL GLOBAL?

1) INÍCIO DO PROCESSO DE DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA
2) ESFACELAMENTO DO IMPÉRIO TURCO-OTOMANO
3) INDEPENDÊNCIA DA TURQUIA
4) GUERRA CONTRA PAÍSES EM VOLTA DA TURQUIA ENTRE 1919 E 1922
5) FUNDAÇÃO DA REPÚBLICA TURCA COM O PODER DOS JOVENS TURCOS, QUE ERAM REPUBLICANOS LAICOS.
6) CONFERÊNCIA DE SAN RENO: SISTEMA DE MANDATOS. A GB FICOU BASICAMENTE COM IRÃ, IRAQUE E PALESTINA, JORDÂNIA E ARÁBIA SAUDITA. A FRANÇA FICOU COM A GRANDE SÍRIA (SÍRIA + LÍBANO). ESSE SISTEMA DE MANDATOS ERA O SISTEMA DE PROTETORADOS, OU SEJA, HAVIA GOVERNOS LOCAIS, MAS ERAM GOVERNOS LOCAIS BANCADOS PELOS GOVERNOS CENTRAIS DE GB E FRANÇA. ISSO É IMPORTANTE PORQUE AS INDEPENDÊNCIAS DESSES PAÍSES ACONTECERAM NO PERÍODO INICIAL DA SEGUNDA GUERRA.
7) OS PROTETORADOS SOFRERAM INFLUÊNCIAS NAZI-FASCISTAS DESDE  O INÍCIO DA DÉCADA DE 80. UM DOS MOTIVOS FOI O PETRÓLEO E OUTRO MOTIVO FOI A LOCALIZAÇÃO PARA PASSAGEM PRO EXTREMO ORIENTE.
NAZISTAS QUERIAM PETRÓLEO E QUERIAM O IRAQUE, IRÃ, SÍRIA, ETC.
ELES DAVAM GRANA PARA AS ELITES LOCAIS. A SÍRIA VENDIA PARA O EIXO. ISSO SE TORNOU UM PROBLEMA DEPOIS.
8) IRÃ E IRAQUE FICARAM INDEPENDENTES COM APOIO DA GB, DESDE QUE ELES FICASSEM DO LADO DA GB NAS GUERRAS.
9) A PALESTINA CONTINUA SENDO PROTETORADO BRITÂNICO. OS BRITÂNICOS SE ENROLAM PROMETENDO A ELES QUE NÃO DEIXARIAM MAIS IREM JUDEUS PARA A PALESTINA, MAS TAMBÉM PROMETERAM AOS JUDEUS QUE CRIARIAM UM ESTADO NA PALESTINA PARA ELES. AO MESMO TEMPO, PROMETEM AOS FRANCESES QUE VÃO DIVIDIR A PALESTINA PARA ELES.
GB SE FERROU UM POUCO NESSA.

CONSEQUÊNCIAS DESSAS PROMESSAS DA GB:

HITLER -> HOLOCAUSTO -> MUNDO QUERENDO APOIO AOS JUDEUS, TIDOS COMO VÍTIMAS DE TÃO BRUTAL ATAQUE.
A PRESSÃO PARA A CRIAÇÃO DO ESTADO JUDEU AUMENTA...
ISSO ACABA PUXANDO BOA PARTE DOS CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO, ATÉ HOJE...